Na primeira semana do ano letivo de 2026, os alunos dos 8º anos A, B e C do Ensino Fundamental II deram início a uma proposta pedagógica interdisciplinar que integrou os componentes curriculares de Geografia e História. O projeto teve como eixo central a criação de um Estado-Nação, conceito fundamental para a compreensão de conteúdos trabalhados em ambas as disciplinas.
Ao longo das aulas iniciais, os estudantes foram introduzidos ao conceito de Estado-Nação, entendido como uma forma de organização política em que Estado e nação se articulam, reunindo um território delimitado, um governo soberano e uma população com identidade cultural e linguística comuns. Esse conceito foi discutido coletivamente em sala de aula, servindo como base teórica para o desenvolvimento do trabalho.
O projeto foi organizado em etapas. Na primeira fase, os alunos realizaram pesquisas orientadas, articuladas a aulas expositivas ministradas pelos professores. Nesse momento, foram abordados conceitos essenciais como país, nação, povo, Estado e Estado-Nação, além de temas relacionados aos sistemas econômicos — economia de mercado, economia planejada e economia mista — e aos sistemas políticos, como presidencialismo, parlamentarismo e monarquia. Essa etapa teve como objetivo garantir o embasamento teórico necessário para a produção do trabalho.
Na etapa seguinte, os estudantes partiram para a construção prática do Estado-Nação. Cada grupo ficou responsável pela escolha do nome do país, elaboração de sua história, definição de aspectos culturais e geográficos, além da organização do sistema econômico, do sistema político e da identificação dos principais desafios enfrentados pelo Estado-Nação criado.
Após essas definições, os grupos elaboraram uma apresentação, utilizando tanto mídias digitais quanto materiais manuais, como cartolinas. As apresentações tiveram duração máxima de dez minutos e contaram com um momento de perguntas e intervenções realizadas por colegas e professores, o que ampliou o debate e estimulou a argumentação e o pensamento crítico dos alunos.
O resultado do projeto foi considerado bastante satisfatório. Os estudantes demonstraram compreender que a formação dos Estados-Nação não é um processo natural ou imutável, mas sim fruto de uma construção histórica, política e social, baseada em discursos e acordos coletivos. Essa percepção contribuiu para o desenvolvimento de uma visão mais crítica, reflexiva e transformadora sobre a realidade em que vivem e sobre o mundo contemporâneo.
Professores: Breno Guilherme Aguiar, Carlos Felipe Nardin e Luiz Augusto Gonçalves
📸 Fotos: Breno, Carlos e Luiz Augusto